domingo, 16 de agosto de 2009








Anos atrás, um grande poeta brasileiro cantou em alto e bom som: “Brasil, mostra a tua cara”. Este verso ecoou pelo país afora como um sinal dos novos tempos que tantos de nós desejávamos. O projeto Cara e Cultura Negra é um desses sinais que se transformou em realidade. Com ousadia, singularidade e muita criatividade o Cara e Cultura Negra vem se transformando numa referência obrigatória no cenário das celebrações do Dia Nacional da Consciência Negra, em Brasília.

O projeto, é um pouco da cara do Brasil, da cabeça de brasileiros, com jeito de Brasil. Do Brasil que quer se mostrar na sua inteireza, mesmo que multifacetada, plural e diversa. A cara de um Brasil que não discrimina, mas que também não se dispersa, nem muito menos segrega. Do Brasil que busca a integração sem desconhecer ou desrespeitar a existência dos outros, das suas diferenças ou das suas identidades.

Neste projeto a cultura negra mostra a sua riqueza e generosidade nos diversos planos da existência humana: seja na culinária, na literatura ou nas artes plásticas, seja nas danças, nos cantos ou nas ciências, mas sobretudo na sua enorme contribuição civilizatória dada para este continente afro-brasileiro. Contribuição que marca toda a nação, que vai desde a ação política na luta permanente pela liberdade e igualdade, passando pela religiosidade e mostrando-se plenamente na estética ou no jeito de falar.

Em verdade, esta é uma das caras e das culturas do Brasil. Do Brasil Negro/Mestiço. Por isto, a Fundação Cultural Palmares, não só se faz presente, como apóia este projeto e convida a todos a participarem de corpo e alma, com a cara e a coragem.

Axé !

Zulu Araújo

Presidente da Fundação Cultural Palmares

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