quarta-feira, 22 de novembro de 2017

SERRA DA BARRIGA




Serra da Barriga celebra Dia da Consciência Negra

Uma grande festa com centenas de pessoas marcou as comemorações do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, nesta segunda-feira, no Parque Memorial Quilombo dos Palmares. Este ano, o tom do evento ficou com o título recebido pela Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL), de Patrimônio Cultural do Mercosul.
A programação começou ainda na madrugada, com a celebração de rituais religiosos de matriz afro. Por toda manhã, rodas de capoeira, grupos de percussão e cantos animaram os presentes. Moradores de todo o estado de Alagoas, entre eles alunos de escolas públicas, e turistas compareceram aos festejos.
A solenidade contou com a participação do presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Erivaldo Oliveira, do governador de Alagoas, Renan Filho, do prefeito de União dos Palmares, Kil Freitas, e do primeiro presidente da Fundação Palmares, Carlos Moura, além de autoridades federais, estaduais e municipais, do meio acadêmico, dos quilombolas, dos capoeiristas, dos povos de terreiro e da sociedade civil em geral.
O presidente da FCP entregou aos membros da Comunidade Quilombola Muquém, de União dos Palmares, o Selo Quilombola. O documento resulta de parceria entre a Fundação Palmares a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário. A artesã Albertina Nunes recebeu o selo, que agrega valor às atividades dos remanescentes de quilombos. Depois, Erivaldo Oliveira e Renan Filho deram os certificados de conclusão da capacitação para multiplicadores do projeto Conhecendo Nossa História: da África ao Brasil, uma iniciativa da FCP em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e prefeituras.


Império da Guiné
A cerimônia teve também um lançamento importante, do jogo Império da Guiné, desenvolvido pela Fundação Palmares e Instituto Federal de Brasília (IFB). O material será trabalhado em escolas que aderiram ao Conhecendo Nossa História, apresentando aspectos diplomáticos culturais e científicos da África. Ainda no evento, o governador Renan Filho assinou a ordem de serviço para implantação de mais de 7km de asfalto no acesso à Serra da Barriga, o que deve contribuir para fortalecer o turismo na região.
Erivaldo Oliveira agradeceu o apoio do governo estadual para o desenvolvimento da Serra da Barriga, localidade que no passado abrigou o Quilombo dos Palmares, onde Zumbi dos Palmares liderou a luta pela liberdade do povo negro. O presidente da FCP adiantou que em 2018 sua instituição vai propor a candidatura da Serra da Barriga ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade na reunião da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Hoje o setor de turismo é o que mais cresce no mundo inteiro. Queremos fazer daqui um lugar de grande visitação, mas de forma organizada, com as pessoas aprendendo sobre a religiosidade de matriz afro, sobre o gingado da capoeira e sobre a história de Zumbi dos Palmares”, destacou.
Carlos Moura lembrou que a história da Fundação Palmares começou no fim dos anos 80, depois que militantes do movimento negro conheceram a Serra da Barriga. “Meus cumprimentos à Fundação Palmares pelo excelente trabalho. Não basta só denunciar o racismo e o preconceito. É preciso ter políticas públicas como as que esta instituição realiza”, elogiou o primeiro presidente da Fundação, que em 2018 comemora 30 anos de surgimento.
O prefeito Kil Freitas observou que a chegada do título de Patrimônio Cultural do Mercosul coincide com um momento de mudanças para União dos Palmares. Renan Filho parabenizou a Fundação Palmares pelo trabalho realizado na promoção da cultura e na defesa dos direitos do povo negro. “Hoje é um dia especial, o primeiro 20 de novembro tendo a Serra da Barriga como Patrimônio Cultural do Mercosul. Viva Zumbi! Axé”, afirmou Renan Filho.

A cada ano, uma surpresa
Para quem compareceu à festa do Dia da Consciência Negra, junto com a comemoração da data havia o orgulho pelo reconhecimento do Mercosul, que contou com campanha empreendida pela Fundação Palmares. A jovem Ekedi Lucélia Tainá participa dos festejos desde criança e trazia a alegria estampada no rosto. “Cada ano, temos uma surpresa. Em 2017, é o título para a Serra. Significa mais uma reverência à memória do nosso herói, Zumbi dos Palmares”, ressaltou Lucélia.
O estudante Jeiverson Bernardo contou que é importante prestigiar os eventos do Dia da Consciência Negra. “Esta data nos faz refletir sobre as questões do povo negro por todo o ano”, disse. O técnico de enfermagem Jadiel Rodrigues subiu a serra pela primeira vez e ficou feliz com o que viu. “Nem dormi nessa noite. Estou bastante empolgado”, revelou Jadiel.
Para o ativista do movimento negro e professor Zezito Araújo, o título dado pelo Mercosul inaugura um novo capítulo na história da Serra da Barriga. “Vivemos um resgate dos nossos valores. A população alagoana está tomando conhecimento do que aconteceu aqui e, automaticamente, melhorando sua autoestima”, declarou Zezito.
As comemorações do Dia da Consciência Negra prosseguiram ao longo do dia em União dos Palmares. À noite, haverá show gratuito com a cantora alagoana Naná Martins, que cantou o Hino Nacional na cerimônia no Parque, e da baiana Margareth Menezes.

Fonte::PALMARES

AFRO CRIADORES


Nesse mês da Consciência Negra acontecerá a Intervenção de Moda do grupo AfroCriadores na grande passarela que é a Central do Brasil. 

A Intervenção marcada para dia 28 de novembro é um questionamento ao formato excludente e elitista dos desfiles de moda. Como ação inicial os AfroCriadores propõem um desfile performático, irônico, divertido e popular, no epicentro da cidade do Rio de Janeiro, a Central do Brasil. 

AfroCriadores é um grupo formado por trinta e uma marcas cariocas com identidade afro-brasileira. Selecionados pelo edital Moda Afro do Sebrae, os integrantes uniram-se para driblar as dificuldades do mercado, fortalecer e visibilizar o seguimento. 

O coletivo tem a Moda Afro como ponto de partida, uma forma expressiva de afirmação da identidade negra. Ressalta o papel de propostas estéticas no processo de construção de uma sociedade que aponte para a igualdade. O grupo se compõe por marcas conhecidas no mercado carioca, como as veteranas: Baobá-Brasil com tecidos africanos na moda brasileira, Devassas.com que aborda questões feministas com inteligência e humor e Julia Vidal com conteúdo afro-indígena nas criações de moda e design. 

A moda masculina está representada pela grife Neri Modas com linguagem afro pop e a unissex Rdblack , Crespa e Vb Atelier. A moda sem gênero é mote para as criações diferenciadas da O Gue. Para toda a família as grifes Vauela e Abebé moda afro apresentam uma diversidade de peças femininas, masculinas e infantis. As divindades da cultura afro-brasileiras, os orixás, são temas das grifes Pombou e da recém lançada Lewá Afro Brasil em estilo afro romântico. A história ancestral é mote das grifes Bantu, Drika Moda Afro, Atitude Negra e Olorum moda afro-frasileira. 

A alfaiataria se apresenta na Bieta Etnomoda e moda praia para todos os corpos fica por conta da Afrobeach Brasil. Peças amplas e elegantes são os destaques do Ateliê Ms. Vee, Andreia Brasis, Estação BF e SANTA RESISTÊNCIA. Se o interesse for por acessórios, a explosão de cores, texturas e materiais criativos estão representadas no grupo pelas grifes Varal da Val, A Grace Ateliê, Aylah Acessórios, Gloria Turbantes & Estilo e Guita Bonita. A moda como educação é ferramenta essencial nos trabalhos apresentados pelas estilistas e educadoras das grifes LetAkanni, Julia Vidal e Amo Crew. Essas e outras tantas marcas potentes como D´africa e O Verbo em suas diferentes expressões, juntas mostram a pluralidade e riqueza da Moda Afro no Brasil. A Intervenção de Moda na Central do Brasil vem para quebrar paradigmas. 

O convite é PARA TODOS! Serviço: As Intervenções acontecerão no dia 28 de novembro, de 10h às 15h, na Central do Brasil. 

Durante todo o dia haverá ações com os AfroCriadores e grupos convidados. Programação: 10h às 12h – Intervenção de Moda “AfroCriadores” na gare da Central do Brasil. 12h às 16h – Ações Culturais na Praça Cristiano Otoni, entre os portões 2 e 3. 13h às 13h30 – Fina Batucada – Alunas da Escola de Musica Villa Lobos. 13h30 às 14h15 – BlackYva e DJ Buiu 14h15 às 15h – Grupo Cultural AfroLaje AfroCriadores: A Grace Ateliê Abebé – moda afro-brasileira AfroBeach Brasil Amo Crew Andreia Brasis Ateliê Ms. Vee Atitude Negra Aylah Acessórios Baobá-Brasil Bantu Estação BF Bieta Etnomoda Crespa D`Áfrika Devassas.com Drika Moda Afro Guita Bonita Julia Vidal LetAkanni Lewá Afro Brasil Gloria Turbantes & Estilo Neri modas O Gue O Verbo Olorum moda afro-brasileira Pombou Rdblack Santa Resistência Varal da Val Vauela Vb Atelier Site: www.afrocriadores.com.br 

Contato: (21)981260404 Julia Vidal (21) 986602406 Tenka Dara (21) 981203814 Ligia Parreira contato@afrocriadores.com.br

domingo, 19 de novembro de 2017

20 DE NOVEMBRO

Qual a origem do Dia da Consciência Negra?

Data é celebrada em 20 de novembro para lembrar Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, assassinado por tropas coloniais em 1695.


Na década de 1970, um grupo de quilombolas no Rio Grande do Sul cunhou o dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra: uma data para lembrar e homenagear o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, assassinado nesse dia pelas tropas coloniais brasileiras, em 1695. A representação do dia ganhou força a partir de 1978, quando surgiu o Movimento Negro Unificado no País, que transformou a data em nacional.



sábado, 18 de novembro de 2017

20 de novembro

DIVERSIDADE


Combate ao racismo

Consciência negra é coisa de preto?
por Pai Rodney — publicado 17/11/2017 08h32, última modificação 16/11/2017 14h28
A história de resistência do povo negro encontrou no 20 de novembro sua data de celebração, mas o mito da democracia racial ainda faz crer que essa luta não tem sentido.

Afinal, por que precisamos do Dia da Consciência Negra? E consciência negra é só pra negros? Qual a dificuldade em entender o sentido da data? Perguntas oportunas, necessárias, especialmente quando se percebe que alguns setores sempre ameaçam se rebelar contra o feriado e ainda há cidades que o revogam sem o menor constrangimento.
Gostaria muito que me dissessem por que Zumbi, que assim como Tiradentes é um herói nacional, não merece um feriado. E gostaria mais ainda de ver um presidente da República fazer História e decretar o Dia da Consciência Negra feriado no Brasil inteiro. Seria uma medida emblemática que daria não só a dimensão do legado de Palmares, mas colocaria no patamar adequado a história de luta e resistência do povo negro deste País. Nas palavras cantadas por Luís Carlos da Vila: "é preciso a atitude de assumir a negritude pra ser muito mais Brasil!" Mas se fosse simples já estaria feito.
Além dos quilombos remanescentes, há territórios negros que continuam evocando a herança de Palmares. São espaços de preservação e disseminação cultural, como os terreiros de Candomblé, afoxés, maracatus e escolas de samba. Nesses territórios, a memória coletiva segue viva e é essencial para a construção das identidades negras, que, na maioria das vezes, permanecem na triste condição da invisibilidade ou, mais grave, são combatidas pela sociedade e pelo poder público.
Assumir uma data para celebrar a negritude vai de encontro ao ideário de embranquecimento, que busca expurgar o sangue negro e limpar a raça brasileira. É a mesma ideologia que cria e sustenta a ilusão de que não existe racismo no Brasil e que serve como base para muitos argumentos que questionam a necessidade e a importância do Dia da Consciência Negra. No fundo, a estratégia de fragmentar sua identidade e dificultar que o povo negro atue enquanto grupo tem sido a consequência mais perversa do mito da democracia racial.
Quando dizem, por exemplo, que “alma não tem cor”, “precisamos de consciência humana, não de consciência negra”, “a questão é social”, percebe-se claramente que não conhecem a dimensão do problema. Mais da metade da população brasileira convive com a exclusão e a vulnerabilidade. Não se trata apenas de denunciar uma situação social gravíssima, mas de reconhecer que é a exclusão e não a presença do negro o fator determinante no entrave e no baixo desenvolvimento do país, ao contrário do que se propagou desde o fim da escravidão.
Nos últimos tempos, denunciar o racismo, o machismo, a intolerância religiosa ou a homofobia virou “vitimismo”. Esse neologismo infame, além de mostrar a superficialidade dos discursos, dilui o sentido da exclusão e da desigualdade que, de fato, determinam os lugares sociais de negros e de outras minorias, comprovando que existe uma elite que pretende manter as coisas como estão, aliás, como sempre foram.
Quando negros e negras denunciam situações de racismo, muitas vezes são “confortados” com certas frases feitas, do tipo: “mas você é um moreno lindo”; “mas você tem que ser superior a isso”, “a cor da pele não quer dizer nada”, ou ainda “isso é coisa da sua cabeça”, “você tem complexo de inferioridade”. Não se pode esquecer que quem sofre o racismo é o corpo negro, porque é impossível despir-se da própria pele. Portanto, é o corpo negro que toma tiro, é o corpo negro que não se vê representado, é o corpo negro que não tem oportunidade, é o corpo negro que vira estatística.
Disfarçar o racismo com esse negócio de “consciência humana” é o mesmo que revigorar o mito da democracia racial e condenar o povo negro a outros séculos de exclusão e desigualdade. A consciência tem que ser negra, e antes que qualquer um venha falar do que é justo ou injusto, vistam minha pele. Se alma tem cor, apesar de sacerdote, eu realmente não sei, até porque não é a alma que toma tiro da polícia, não é a alma que não recebe oportunidade de emprego, não é a alma que leva pedrada e apanha quando ousa carregar as insígnias dos orixás, não é a alma que só se vê como subalterno nas novelas da tevê.
O corpo tem cor, os símbolos da religião negra têm cor. O corpo e a cultura do negro são discriminados, olhados com toda carga de preconceito. Antes de falarmos em consciência humana ou dizermos que alma não tem cor, temos que ter a boa vontade de compreender e de vencer racismo velado, que sempre faz questão de dizer que a luta do povo negro não tem sentido.
Há negros de todas as cores. Existem, porém, muitos negros que não sabem que são negros. Mais do que necessária, a consciência negra é uma condição para impedir que nossa sociedade racista aponte do pior jeito a cor da nossa pele, nossos traços ou nossa origem (por exemplo, jogando bananas para jogadores de futebol que nem se autodeclaravam negros). Além disso, uma vez forjados de orgulho e resistência, podemos reagir ao racismo sem permitir que determinem nosso lugar no mundo.
Neste país, todo negro é um sobrevivente. Sobrevivemos a toda sorte de adversidade, ao descaso, à violência, à miséria, às doenças, às piores condições de trabalho, aos piores salários, à falta de assistência, à discriminação. Sobrevivemos à escravidão, ao massacre da nossa cultura, à perseguição da nossa religião, a humilhações históricas e cotidianas.
Precisamos do Dia da Consciência Negra para que todos os brasileiros possam pensar no país que querem construir. Precisamos deste dia para simplesmente celebrar o orgulho do povo negro: o orgulho de ter sobrevivido!
fonte:
https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/consciencia-negra-e-coisa-de-preto

CULTURA AFRICANA

A afirmação da cultura africana como parte integrante da cultura brasileira




Luís Gustavo de Freitas Dias
Plano de Aula: A afirmação da cultura africana como parte integrante da cultura brasileira. Introdução: Retirar um povo de seu país através de formas desumanas, utilizando a teoria de que esse povo, por causa da cor de sua pele, era tido como infiel e, por isso, merecia ser escravo, é uma forma bruta de imposição cultural do ocidente. Mesmo diante de todo o sofrimento por que esse povo passou, ainda assim conseguiu manter sua cultura, que está incrustada em nossa sociedade e nem percebemos. Através deste projeto, buscamos um maior entendimento sobre o legado que a cultura africana nos deixou, diante de toda a pluralidade que forma o Brasil, pois os negros deram a sua importante contribuição, que foi e é, até hoje, muito relevante.
Objetivos: Através de manifestações da cultura africana no Brasil, tencionamos mostrar a riqueza cultural que nos é oferecida, remontando à grande interação que os Negros tinham com a natureza, assim como o faziam os índios brasileiros. Procuramos estudar, pois, a herança de valores relacionados à preservação e ao respeito ao meio ambiente. Buscamos estudar, ainda, a influência dos negros na música popular brasileira, na pintura, na dança, pois vários artistas defendem a cultura afro, no país. O Candomblé no Brasil, por exemplo, ultrapassou o título de religião e passou a ser difundido através do ritmo dos tambores e das batucadas utilizadas no Terreiro, do molejo das danças de adoração. Há, pois, na cultura brasileira, o retrato de um povo que precisa ser valorizado diante de toda a riqueza que nos oferece. No final, serão apresentados trabalhos realizados com base nessa temática.
Métodos: Com o intuito de mostrar uma visão diferenciada e alternativa à convencional, apoiamo-nos na “Teoria das inteligências múltiplas” de Howard Gardner. Através de diferentes elementos expositivos e práticos, bem como pinturas, vídeos, poesias, música, dança, dramatizações, pretendemos embasar o conhecimento e torná-lo tão interessante quanto é. Nosso objetivo é mostrar a compreensão do que é ser Negro, ressaltando valores ai embutidos e, assim, trabalhar com preconceitos existentes, fazendo um histórico da chegada dos Negros no Brasil. Nessa revisão, passaremos pelas atrocidades cometidas na escravidão – levando em conta que a cultura se mantinha viva mesmo diante do sofrimento -; discutiremos a abolição; a situação do negro na sociedade moderna e o candomblé como parte da cultura brasileira; debateremos a ampla difusão da imagem do negro por meio da música popular brasileira. O educando será incitado a produzir algum material, podendo utilizar-se das linguagens apresentadas.
Resultados: No início deste trabalho, em maio de 2009, os adolescentes envolvidos no projeto tinham uma visão bastante preconceituosa sobre o negro. Ao decorrer do projeto, a turma foi passando a entender a cultura como um todo e a participação do negro; o grupo reconheceu elementos da cultura negra na sociedade por ele que desconhecida. O caminho para a valorização e, sobretudo, para a tolerância cultural não é tão penoso, basta força de vontade.
DIAS, L. G. F. A afirmação da cultura africana como parte integrante da cultura brasileira. Rev. Ciênc. Ext. v.5, n.2, p.95, 2009.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

BRINCADEIRAS AFRICANAS


             
   EDUCAÇÃO                                    

Brincadeiras Africanas para o Ensino Fundamental I

As brincadeiras, principalmente, possuem a capacidade de promover a socialização entre os alunos, que divertindo-se entre si, sejam os afrodescendentes, os descendentes de índios, italianos, alemães, portugueses, ou qual for a ascendência, simplesmente se divertem juntos, riem juntos e aprendem juntos. Isso é fundamental para criar uma nação igualitária. Ferramentas simples e inteligentes, além de engajar os alunos, contribuem para que se tornem pessoas tolerantes no presente e futuro.

Relacionamos varias brincadeiras oriundas da cultura africana para que os professores possam levar a sala de aula um pouco mais desse continente tão amado e desconhecido.

Terra-mar Moçambique

Uma longa reta tem de ser riscada no chão. De um lado escreve-se “terra”, e do outro “mar”. De início, todas as crianças podem ficar no lado da terra. Quando o orientador disser – mar! , todos devem pular para esse lado. O professor ou aluno que estiver ditando a brincadeira vai variando os dizeres, e quem ficar no lado errado está fora. O último a permanecer sem errar, vence.

Escravos de Jó



É uma brincadeira de roda guiada por uma cantiga bem conhecida, cuja letra pode mudar de região para região. Para brincar, é preciso no mínimo duas pessoas. Todos têm suas pedrinhas e no começo elas são transferidas entre os participantes, seguindo a sequência da roda. Depois, quando os versos dizem “Tira, põe, deixa ficar!”, todas seguem a orientação da música. No verso “Guerreiros com guerreiros”, a transferência das pedrinhas é retomada, até chegar ao trecho “zigue, zigue, zá!”, quando os participantes movimentam as pedras que estão em mãos para um lado e para o outro, sem entregá-las a ninguém. O jogador que erra os movimentos é eliminado da brincadeira, até que surja um único vencedor.


Escravos de jó
Jogavam cachangá
Tira, põe,
Deixa ficarGuerreiros com guerreiros
Fazem zig-zig-za
Guerreiros com guerreiros
Fazem zig-zig-za

Labirinto de Moçambique




Com uma pedra em uma das mãos, sem que o outro saiba, todos os jogadores colocam-se de frente um para o outro. Na aresta inicial do labirinto são colocadas duas pedras diferentes, sendo uma de cada jogador. O jogador que tem a pedra estende o braço com os punhos fechados e o colega tem de adivinhar em qual das mãos a pedra está. Se acertar, sua peça é deslocada em uma aresta do labirinto. Se o jogador errar, a peça de seu oponente é que irá avançar. Aquele que chegar primeiro na última aresta do labirinto vence o jogo.

Pular corda

                   Fonte: http://imagesvisions.blogspot.com.br/2014/11/foto-david-douglas-duncan.html

Preferida das meninas, tanto na versão tradicional quando nas versões diferenciadas em que a brincadeira é guiada por alguma cantiga. Além de ser divertida para o lazer, é uma atividade excelente para exercitar o coração e a coordenação motora. Pode ser praticada tanto individualmente quanto em grupo, quando duas pessoas seguram as pontas das cordas e movimenta o instrumento para que um ou mais participantes possam pular. Quem esbarrar na corda sai da brincadeira. Ou simplesmente perde, e continua!

Mamba – África do Sul


Marque e estabeleça os limites no chão. Todos devem permanecer dentro deles. Escolha um jogador para ser a mamba (cobra). A cobra corre ao redor da área marcada e tenta apanhar os outros. Quando um jogador é pego, ele segura sobre os ombros ou a cintura do jogador que representa a cobra e assim sucessivamente. Somente o primeiro jogador (a cabeça da serpente) pode pegar outras pessoas. Os outros jogadores do corpo podem ajudar não permitindo que os adversários passem, pois estes não podem passar pelo corpo da serpente. O último jogador que não for pego vence a partida.

Pular elástico


Fonte: https://brincadeirasderua.wordpress.com/2010/03/19/elastico-rimado/



Outra muito apreciada pelas meninas! Para brincar, basta separar pelo menos 2 metros de elástico de roupa e dar um nó. É necessário no mínimo 3 participantes: duas para segurar o elástico e outra para pular. As duas crianças que vão segurar o elástico ficam em pé, frente a frente, e colocam o elástico em volta dos tornozelos para formar um retângulo. Daí, o participante da vez faz uma sequência de saltos: pula para dentro, sobre e para fora do elástico, tentando completar a tarefa sem tropeçar. O grau de dificuldade aumenta ao longo da disputa: o elástico ainda deve subir do tornozelo para o joelho, cintura, tronco e pescoço. Dependendo da altura das crianças, o jogo vai ficando impraticável, mas é o desafio que estimula a brincadeira!

Pegue a cauda – Nigéria





Fonte da imagem: wfnagincanasolidaria.blogspot.com.br/2014/05/tarefa-6.html

Os jogadores se dividem em equipes. Cada equipe forma uma fila segurando pelo ombro ou cintura. O último jogador coloca um lenço no bolso ou cinto. A primeira pessoa na linha comanda a equipe na perseguição e tenta pegar uma ‘cauda’ de outra equipe. Ganha quem pegar mais lenços. Se houver apenas duas equipes, vence quem pegar primeiro.

Pengo Pengo – Uganda





Nesse jogo há dois líderes. Cada criança, por sua vez, vai até vai até os líderes e estes pedem para escolher entre carne e arroz ou azul e verde. Após a escolha feita pela criança, esta vai para trás do líder que representa a sua escolha. Depois que todas as crianças escolheram, elas formam uma fila atrás de seu líder agarradas pelas mãos ou cintura. Os líderes, segurando as mãos um do outro, iniciam um cabo de guerra. Ganha quem conseguir arrastar o líder da equipe adversária.


Fontes e Agradecimentos

Boa parte das brincadeiras foram retiradas dos seguintes domínios e foram disponibilizadas aqui no site para facilitar o acesso dos professores que não conseguem acessar PDF facilmente. Entrem nas fontes, pois existem mais brincadeiras disponíveis e vários outros materiais interessantes:

fonte: http://demonstre.com/brincadeiras-africanas-dia-da-consciencia-negra/



quarta-feira, 15 de novembro de 2017


HISTÓRIA E MEMÓRIA

CLEMENTINA DE JESUS
(Valença, RJ, 1901 – Rio de Janeiro, RJ, 1987)




Sambista fluminense, dona de uma voz inconfundível, potente e ancestral, Clementina de Jesus foi a síntese do Brasil, expressão de um país de forte herança africana e de singular formação religiosa. Conhecida como Rainha Quelé, carregava consigo os banzos de seus ancestrais, transformados em cantos, encantos e segredos nos jongos, no partido-alto e nas curimbas que cantava. Diferentemente das conhecidas e famosas “divas do rádio” que brilharam na primeira metade do século XX, a cantora negra tinha um timbre de voz grave, mas com grande extensão e um repertório de músicas afro-brasileiras tradicionais.

Nascida na cidade de Valença (RJ), região do Vale do Paraíba, tradicional reduto de jongueiros, Clementina era filha da parteira Amélia de Jesus dos Santos e de Paulo Batista dos Santos, capoeira e violeiro da região. Uma de suas avós chamava-se Teresa Mina. A pequena Clementina viveu a infância na cidade natal, ouvindo sua mãe cantar enquanto lavava as roupas a beira do rio. Assim foi guardando na memória tesouros que mais tarde gravaria em discos. Aos sete anos veio com a família para a cidade do Rio de Janeiro, bairro de Oswaldo Cruz, onde mais tarde surgiria a tradicional Escola de Samba Portela. Lá frequentou em regime semi-interno o Orfanato Santo Antonio e “Cresceu assim num misticismo estranho: vendo a mãe rezar em jejê nagô e cantar num dialeto provavelmente iorubano, e ao mesmo tempo apegada a crença católica.” (Hermínio Bello de Carvalho).

Até os quinze anos, Clementina participou do grupo de Folia de Reis de seu João Cartolinha, renomado mestre da região. Foi João quem levou a moça para o Bloco As Moreninhas das Campinas, embrião da Escola de Samba Portela, onde ocorriam de rodas de samba e onde Clementina conheceu grandes bambas como Paulo da Portela, Claudionor e Ismael Silva. Nesse tempo, a voz de Clementina já chamava a atenção e ela foi convidada por Heitor dos Prazeres para ensaiar suas pastoras, o que fez durante muitos anos. Casou-se com Albino Pé Grande e foi morar no Morro da Mangueira, de onde não saiu mais. Ao longo destes anos Clementina trabalhou como lavadeira e empregada doméstica.  Sua atividade de cantora ela exercia sem intenção de fazer-se profissional, cantava porque preciso era cantar, por prazer, por alegria. 

A carreira profissional de Clementina de Jesus como cantora começou aos 63 anos, depois que o produtor e compositor Herminio Bello de Carvalho a encontrou na festa da Penha em 1963, quando ela cantava na Taberna da Glória. Hermínio ficou fascinado pela sambista e quando a reencontrou, na inauguração do restaurante Zicartola, passou a ensaia-la em sua casa, preparando-a para o espetáculo Rosa de Ouro, show que a consagraria. Participavam do show, além de Clementina de Jesus e da cantora Aracy Côrtes, diversos sambistas das Escolas de Samba cariocas, entre os quais os ainda desconhecidos Paulinho da Viola e Elton Medeiros. A crítica foi unânime em exaltar Clementina e seu desempenho, tanto no show quanto nos dois LPs gravados ao vivo, as primeiras gravações da cantora. Nos anos seguintes Clementina participou dos discos Mudando de conversa, Fala Mangueira! e Gente da antiga, este último um disco antológico da música brasileira, ao lado de João da Baiana e Pixinguinha. No continente africano, participou do encontro das artes negras de Dakar em 1966, ao lado de outros bambas como Martinho da Vila e artistas como Rubem Valentin. Clementina foi o maior sucesso do festival e grande destaque. Ao final do show da cantora as pessoas invadiam o palco para abraçá-la, contou Sérgio Cabral. Também no mesmo ano ela representou a música brasileira no festival de cinema de Cannes, na França.
Naquele mesmo ano de 1966, Clementina gravou seu primeiro disco solo, intitulado Clementina de Jesus, com repertório de jongo, curima, sambas e partido-alto. A capacidade de Clementina de transmitir poderosa emoção através do canto chamou a atenção dos críticos, que, de novo, renderam-se aos encantos de sua voz. Também Milton Nascimento, fascinado pelo banzo de Clementina, convidou a cantora para participar de seu disco chamado Milagre dos Peixes gravando a excepcional faixa Escravos de Jó.

Ao todo a cantora gravou 13 LPs entre álbuns solos e participações em álbuns coletivos, com destaque para o disco O Canto dos Escravos, composto de vissungos de escravos da região de Diamantina, recolhidos por Aires da Mata Machado. Unanimidade entre a crítica, Clementina foi louvada como elo entre África e Brasil, tendo sido reverenciada por grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, João Nogueira, Clara Nunes, Caetano Veloso, Maria Bethânia e João Bosco. Todos a tratavam com muito carinho, inclusive alguns a chamavam carinhosamente de mãe Clementina. O sambista Candeia compôs um samba em homenagem à Rainha Quelé chamado “Partido Clementina de Jesus”, que a cantora gravou ao lado de Clara Nunes em 1977 no LP “As Forças da Natureza”.

Em 1983 houve uma grande homenagem à cantora no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com participação de grandes sambistas como Paulinho da Viola, Beth Carvalho e João Nogueira. Clementina faleceu vítima de derrame em Inhaúma, Rio de Janeiro, no ano de 1987, aos oitenta e seis anos.   

Fonte: MUSEU AFRO BRASIL

  MÚSICA 


Musical em Salvador homenageia Clementina de Jesus

Uma das maiores vozes do samba de todos os tempos, Clementina de Jesus (1901-1987) recebe homenagem pelos 30 anos de sua morte. Na próxima sexta-feira, 17 de novembro, a cantora Juliana Ribeiro e mais 30 artistas reverenciam a Rainha do Partido Alto, a partir das 19h, no Teatro Vila Velha, com o show Tributo a Clementina Ano IV. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10.
O espetáculo é viabilizado pelo edital Arte Todo Dia, da Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura de Salvador. Além de Juliana, estão no palco nomes como Gal do Beco, Grupo Barlavento, Lazzo Matumbi e Rainha Lou Lou. A ideia do projeto surgiu em 2012, depois que Juliana Ribeiro assistiu ao documentário Clementina de Jesus: Rainha Quelé, de Werinton Kermes. O grupo interpreta canções imortalizadas na voz da intérprete carioca.
Clementina de Jesus apareceu na música brasileira já mais velha, descoberta pelo produtor Hermínio Bello de Carvalho, na festa de Nossa Senhora da Penha. Ela era neta de uma escravizada que foi liberta. Cresceu no Quilombo de Carambita, no município fluminense de Valença.
Na década de 60, Clementina participou do musical Rosas de Ouro, ao lado de Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Nelson Sargento. Um dos seus grandes trabalhos é o álbum Gente da Antiga, de 1968, gravado com Pixinguinha e João da Baiana.
De Marcelo Claudio Araújo - Fundação Cultural Palmares 

domingo, 12 de novembro de 2017


MODA

Goya Lopes Design Brasileiro
Estampas que contam histórias de lutas e conquistas dos afrodescendentes. Através de tecidos coloridos e estampas autorais, a designer Goya Lopes busca representar de forma alegre  o que a raiz afro-brasileira tem.


A loja   Goya Lopes Design Brasileiro  está há 17 anos instalada num casarão localizado na Rua Gregório de Matos, no Pelourinho. Comercializa roupas e acessórios femininos e masculinos, além de tecidos de decoração para baianos e turistas que visitam o Centro Histórico de Salvador.
























sábado, 11 de novembro de 2017


ARTE CONTEMPORÂNEA 


                                                                                  GOYA LOPES 


Goya Lopes (Salvador, 7 de maio de 1954) é uma designer têxtil e artista plástica brasileira. 
Formada em Belas Artes pela UFBA, com especialização na Universidade Internacional de Artes de Florença, onde também estudou litografia, criou em 1986 a marca Didara ("bom", em iorubá). Seu objetivo era usar a estamparia como técnica para contar a história das relações entre o Brasil (especialmente a Bahia) e a África. Recebeu o prêmio Museu da Casa Brasileira em 1993. 

PATRIMÔNIO

Quilombo dos Palmares é reconhecido patrimônio cultural do Mercosul 

Jonas Valente - Repórter da Agência Brasil 


O nome faz referência ao Quilombo dos Palmares, maior espaço de resistência de escravos durante mais de um século no período colonial (1597-1704). ... Em 2007, foi aberto o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, próximo à cidade de União dos Palmares, a cerca de 80 quilômetros da capital do estado, Maceió

Visibilidade
Para Marcelo Britto, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o título de patrimônio cultural do Mercosul significa um reconhecimento internacional importante e também pode estimular a visibilidade da área por brasileiros que ainda a desconhecem.
“Um aspecto importante é a dinamização econômica, uma vez que o bem cultural ganha uma visibilidade para uma projeção de caráter nacional e internacional. Isso favorece iniciativas que tendem a promover o turismo cultural, a geração de empregos que podem ocorrer relacionadas a isso”, afirma.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2017-11/regiao-do-quilombo-dos-palmares-se-tornara-patrimonio-cultural-do-mercosul

ARTE CONTEMPORÂNEA 




"Um dos destaques da programação do Mês da Consciência Negra em Maceió fica por conta da exposição Malongo, do artista plástico mineiro Paulo Nazareth. A abertura aconteceu na última terça-feira, 7 de novembro. A mostra pode ser visitada até 29 de dezembro, das 9h às 17h, sempre de terça-feira a domingo, na Superintendência do Iphan em Alagoas (Rua Sá e Albuquerque). Trata-se de uma realização da Fundação Cultural Palmares (FCP), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Mercosul.
Paulo Sérgio da Silva, cujo nome ar
tístico é Paulo Nazareth, nasceu na cidade mineira de Governador Valadares. Trabalhou como caseiro, faxineiro, vendedor ambulante, padeiro e capinador de rua até se dedicar aos estudos na arte. Especializado em carrancas, já expôs em países como Índia, Indonésia, França e Estados Unidos." (Fonte Fundação Palmares)

Governador Valadares, MG, 1977.
Vive e trabalha em Santa Luzia, MG.
Representado pela galeria Mendes Wood DM.
Vencedor do PIPA 2016.
Vencedor do PIPA Voto Popular Exposição 2016.
Indicado ao PIPA em 2012 e 2013.
Membro do Comitê de Indicação 2017
O corpo é presente em todo o trabalho de Paulo Nazareth, o artista coleciona, ao longo de toda a sua caminhada, leituras iconograficas paradoxalmente iconoclastas acerca dos objetos, lugares, discursos asseverados e costumes socioculturais, executando em todo o seu trabalho uma narrativa pictórica que vai além de técnicas comuns, busca colocar corpos físicos em espaço expositório.
Nascido em 1977, na cidade de Governador Valadares (MG), Paulo Nazareth carrega em si a bagagem de andarilho, tendo percorrido longas distancias, da aldeia de Caiová à Nova York, de Miami à Mumbai dentre vários destinos curiosos. Dessas experiências, poder-se-ia concluir que os signos narrativos de Nazareth se perderiam, mas não, o artista consegue unir diferentes referencias em prol de um relacionamento plural entre a historiografia estética brasileira e o caminho de volta do homem as suas origens.
Em 2012, Nazareth ficou em 1º lugar no Prêmio MASP de Artes Visuais. Seu trabalho já foi apresentado em Berlim (Alemanha), Russia, Estados Unidos dentre mostras individuais e coletivas. Integra também coleções na Boros Collection (Berlim, Alemanha), Thyssen-Bornemisza Art (Viena, Áustria), Pinault Collection (Paris, França), Coleção Banco Itaú (São Paulo, SP), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ), Pinacoteca do Estado de São Paulo (SP) e Rubbel Family Collection (Miami, EUA).

domingo, 5 de novembro de 2017



Cadastro mapeará informações sobre quilombolas

Para promover a mobilidade social das comunidades remanescentes de quilombos, a Fundação Cultural Palmares (FCP) lança o Cadastro Geral de Informações Quilombolas. O objetivo é mapear informações culturais, socioeconômicas, religiosas e produtivas, entre outras.
O questionário poderá ser respondido até junho de 2018 por meio de um computador ou até mesmo de um smartphone. As informações colhidas, preenchidas pelos próprios quilombolas ou associação comunitária representante, auxiliarão a Fundação Cultural Palmares a elaborar projetos estruturantes para estas populações.
Para responder o questionário, acesse o link https://goo.gl/forms/32WrwfST8rdpzhM83