sábado, 2 de setembro de 2017

Centrafrique : la capoeira pour surmonter les rancœurs entre chrétiens et musulmans


Au début de la guerre civile entre 2012 et 2013, Vicky Nelson Wackoro a dû fuir Bangui pour se réfugier en République démocratique du Congo. Depuis, le jeune homme est revenu avec une seule idée en tête : réconcilier chrétiens et musulmans grâce à la capoeira.
Sur les photos de sa page Facebook, Vicky Nelson Wackoro s’affiche tout sourire en faisant de la capoeira, cet art martial particulièrement populaire au Brésil, mais qui trouverait ses origines dans la lutte africaine. Au rythme du berimbau et des percussions, les instruments traditionnels de la discipline, son corps affûté se contorsionne dans des mouvements à donner le tournis. Avec plusieurs intervenants, il réunit chaque dimanche après-midi près de 300 jeunes dans le stade de Bangui, pour leur enseigner les rudiments de ce sport à mi-chemin entre la danse et l’art martial.

« Avec notre association, l’Abadà Capoiera Centrafrique, nous avons créé des clubs dans les huit arrondissements de Bangui, où les cours sont gratuits et ouverts à tous », explique-t-il. Leur objectif : réconcilier à travers ce sport les deux communautés chrétienne et musulmane, qui s’étaient déchirées lors de la guerre civile en Centrafrique et continuent de s’affronter dans certaines parties du pays.
Au début de la guerre civile entre 2012 et 2013, Vicky Nelson Wackoro a dû fuir Bangui pour se réfugier en République démocratique du Congo. Depuis, le jeune homme est revenu avec une seule idée en tête : réconcilier chrétiens et musulmans grâce à la capoeira.
FONTE:
http://www.jeuneafrique.com/469714/societe/centrafrique-la-capoeira-pour-surmonter-les-rancoeurs-entre-chretiens-et-musulmans/

domingo, 27 de agosto de 2017

          Em 2011 o Nobel da Paz foi entregue pela primeira vez a três mulheres




Em 2011 o Prêmio Nobel da Paz foi entregue  à presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf; à também liberiana Leymah Gbowee e à ienemita Tawakkol Karman, distinguindo o papel das mulheres na resolução dos conflitos. É a primeira vez na história que o Prêmio Nobel da Paz é atribuído a três mulheres.
“Vocês representam uma das forças motrizes mais importantes das mudanças no mundo de hoje: a luta pelos direitos humanos em geral e a luta das mulheres pela igualdade e pela paz, em particular”, disse o presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland, antes de entregar o prêmio. “Vocês dão sentido ao provérbio chinês, que diz que as mulheres sustentam metade do céu”, acrescentou.
O Prêmio Nobel é constituído por uma medalha de ouro, um diploma e um cheque de 10 milhões de coroas suecas (cerca de um milhão de euros) repartidas em três partes iguais pelas vencedoras.
Quem são elas:
llen Johnson Sirleaf, de 73 anos, foi a primeira mulher eleita democraticamente chefe de Estado de um país africano, a Libéria, que sofreu 14 anos de guerras civis que fizeram 250 mil mortos. “O fato de que duas mulheres liberianas estejam aqui hoje para partilhar o pódio com uma irmã vinda do Iémen mostra o caráter universal do nosso combate”, sublinhou Sirleaf no seu discurso.
Dirigindo-se às mulheres do mundo inteiro, Sirleaf desafiou-as a fazerem-se ouvir: “Falai! Levantai a voz! Que a vossa voz seja a da liberdade!”, exortou.
Leymah Gbowee, de 39 anos, é uma assistente social liberiana que organizou o movimento pacífico de mulheres que, com a ajuda de uma original greve de sexo, contribuíram para por fim à segunda guerra civil na Libéria, em 2003.
A jornalista iemenita Tawakkol Karman, de 32 anos, é a primeira mulher árabe a receber o prêmio Nobel da Paz. Foi distinguida por ter sido uma das figuras de proa da Primavera Árabe no seu país, um movimento que levou ao período de transição para que o presidente Ali Abdullah Saleh abandone em fevereiro próximo o poder que ocupa há 33 anos.
Tawakkol Karman lamentou a relativa indiferença do resto do mundo em relação à revolução iemenita. “O mundo democrático, que nos falou muito dos valores da democracia e da boa governança, não deve ficar indiferente ao que está acontecendo no Iêmen e na Síria”.
fonte: Ehttps://www.sul21.com.br/jornal/nobel-da-paz-e-entregue-pela-primeira-vez-a-tres-mulheres/ditoria: Internacional, Noticias













sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Miss Brasil 2017: ‘Racismo é crime e eu estou aqui para lutar’

Em entrevista à revista VEJA - Por Maria Carolina Maia

sábado, 19 de agosto de 2017


Cara e Cultura Negra é um programa de ações anuais que visa a promoção e preservação da identidade  cultural, social e econômica resultante da influência da  raça negra na construção da sociedade brasileira, e  potencializar a participação dessa população no processo de desenvolvimento, a partir de sua história e sua cultura.


Criado durante as festividades do 20 de novembro, desde 2003, o Festival Cara e Cultura Negra vem se transformando numa referência obrigatória no cenário das celebrações do Dia Nacional da Consciência Negra, em Brasília, tornando-se um relevante ‘espaço’ para esse grupo étnico, seja de preservação da cultura afro brasileira ou de fomento ao turismo étnico, seja de mobilização social ou de geração de empregos e , principalmente, de consolidação da cidade como mais um pólo da cultura negra no país.

O Festival de Arte e Cultura Negra de Brasília é um evento dedicado à história, cultura e arte negra que ocorre anualmente em Brasília, reunindo representantes da cultura afro-brasileira e empreendedores de Brasília e de todo o Brasil. Teatro,  musica, dança, debates, exposições consagrando a presença da cultura negra no Brasil.

Em  2014 apresentará o Tema : “ÁFRICAS INVISÍVEIS”, mostrando o quanto a África está presente em nosso viver e não percebemos. No falar, no vestir, na gastronomia, nas festas populares,religiosidade. Traz um olhar sobre a influência africana no cotidiano do brasileiro.
Trata-se de uma exposição temática, com entrada franca, onde serão apresentadas algumas das principais marcas da cultura afro-brasileira, enfatizando a sua contribuição para a construção da identidade de nossa nação, por meio da apresentação de manifestações artísticas e folclóricas, assim como a sua história, culinária, literatura, arquitetura, tradições e filosofias que figuram o mantenimento de manifestações sociais perpetuadas pela tradição oral e pela memória corporal.

O principal objetivo do Festival Cara e Cultura Negra  é divulgar a cultura negra nos mais diversos aspectos, mostrando todas as suas potencialidades características, culturais, religiosas e artísticas. 

É um projeto destinado a toda a sociedade, de todas as idades, principalmente crianças e adolescentes, de todas as etnias, numa Perspectiva afirmativa de potencializar a diversidade existente no Brasil, país que, segundo dados do IBGE (2001), tem metade de sua população negra.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Interconexões :: começa dia 21 de agosto



  
Uma grande programação cultural começa nesta segunda-feira, 21 de agosto, e segue até 30 de novembro para marcar o aniversário de 29 anos da Fundação Cultural Palmares – que acontece nesta terça, dia 22 – e as comemorações de 55 anos da Universidade de Brasília. As duas instituições promovem o evento Interconexões, com oficinas, seminários, mostra de cinema e apresentações artísticas.
A abertura será às 14h, no Anfiteatro da Saúde, no Campus Darcy Ribeiro da UnB. O presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira, participa da cerimônia, que também reunirá representantes  representantes da Universidade de Brasília, do Ministério da Cultura (MinC) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Outra convidada é a professora Edileuza Penha de Souza, doutora em Educação pela UnB e especialista em Cinema.
Após a abertura, começa o I Encontro de Cineastas e Produtoras Negras – Mostra de Cinema Negro, Debates e Sessões, com a exibição do filme Alma no Olho, clássico brasileiro dirigido por Zózimo Bulbul. Em seguida, haverá um debate com as presenças da professoras Edileuza Penha de Souza, da figurinista Biza Vianna, viúva de Zózimo Bulbul, e das cineastas Viviane Ferreira e Flora Egécia.
Na terça-feira (22), o Interconexões traz o Seminário Estado, Racismo e Violências, com palestras e debates, das 9h às 17h, no Instituto de Biologia da UnB. O presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira, também comparecerá ao evento junto com especialistas no tema de outras instituições.
Mostra competitiva
Também na terça, no Centro de Convivência Negra, de 9h às 12h, a professora Marisol de Paula Reis dá o mini-curso de Produção Cinematográfica, dentro do I Encontro de Cineastas e Produtoras Negras – Mostra de Cinema Negro. Às 14h, na mesma programação, na Faculdade de Comunicação, será realizada a palestra com debate As Mulheres Negras frente ao Mercado e Política do Audiovisual, com as cineastas Kenia Freitas e Viviane Ferreira.
Também como parte do Encontro, de 17h às 21h, na terça, quarta (23) e quinta (24), acontecerá a Mostra de Filmes Competitivos, com 19 produções, no Anfiteatro da Saúde. Os premiados serão conhecidos na tarde de sexta-feira (25) nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Edição. Antes do resultado, uma palestra e debate com a cineasta Adélia Sampaio, com a exibição do seu filme Amor Maldito.
Na quarta-feira, três eventos integram o Interconexões. De 9h às 12h,  no Centro de Convivência Negra, a professora Rose May Carneiro ministra o mini-curso de Fotografia. Às 14h, na Faculdade de Comunicação, haverá a palestra com debate Representação De Mulheres Negras no Cinema, com a pesquisadora de cinema e audiovisual Ceiça Ferreira e com a escritora Urânia Munzazu. Às 16h, no Beijódromo, no ICC Ala Sul, da UnB, começa a mesa de debate Literatura Negra Contemporânea, com as escritoras Cristiane Sobral, Custódia Wolney  e Calila das Mercês.
Na sexta-feira, 25 de agosto, a professora de Cinema Erika Bauer dá um mini-curso sobre Roteiro no Centro de Convivência Negra, das 9h às 12h. No mesmo horário, no Anfiteatro da Saúde, ocorre a Mostra Paralela com Escolas Públicas.
Veja a programação completa no link: https://www.facebook.com/InterconexoesFCPeUNB

sábado, 12 de agosto de 2017


Dia 13 de agosto, completam-se 31 anos da morte de uma das mais importantes líderes religiosas brasileiras: a iyalorixá Mãe Menininha do Gantois


Mãe Menininha defendia convivência pacífica das religiões


Neste domingo, dia 13 de agosto, completam-se 31 anos da morte de uma das mais importantes líderes religiosas brasileiras: a iyalorixá Mãe Menininha do Gantois.
Maria Escolástica da Conceição Nazaré nasceu em Salvador, no dia 10 de fevereiro de 1894, na Rua da Assembleia, no Centro Histórico da capital baiana. Filha do casal Joaquim e Maria da Glória, Maria Escolástica descendia de africanos. Ainda criança, a escolheram como iyalorixá do terreiro Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, fundado em meados do século 19 por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré.
A religiosa ganhou o apelido de Menininha devido ao aspecto franzino. Em 1918, substituiu a madrinha, Mãe Pulchéria, que morreu, na função de iyalorixá do Terreiro do Gantois. A jovem foi a quarta líder do Terreiro e se transformou na mais famosa iyalorixá brasileira.
Mãe Menininha atuou como uma das principais responsáveis pelo fim da perseguição ao candomblé, que era inclusive legalizada. Até então, exigia-se autorização policial para funcionamento dos terreiros e as cerimônias deveriam acabar às 22h.
A líder espiritual também abriu as portas do Gantois para brancos e católicos. Mãe Menininha pregava a boa convivência entre as diversas crenças. Frequentava a missa e até convenceu os bispos baianos a permitirem a entrada nas igrejas de mulheres vestidas com as roupas do candomblé.
Aos 29 anos, Menininha casou-se com o advogado Álvaro MacDowell de Oliveira, com quem teve duas filhas, Cleusa e Carmem. Personalidade de carisma, Mãe Menininha era querida pelos artistas. Dorival Caymmi a homenageou com a canção Oração de Mãe Menininha, que virou sucesso em uma gravação de Gal Costa com Maria Bethânia.
Em 1976, a escola de samba carioca Mocidade Independente de Padre Miguel desfilou no Carnaval com o enredo Mãe Menininha do Gantois, composto pelo carnavalesco Arlindo Rodrigues e interpretado por Elza Soares e Ney Vianna.
Mãe Menininha do Gantois morreu em Salvador, em 1986, de causas naturais, aos 92 anos de idade.
Fonte: http://www.palmares.gov.br