sábado, 13 de novembro de 2010

CARA E CULTURA NEGRA, EU FUI

CARA E CULTURA NEGRA, EU FUI

ano 2008

BABILAK  BAH


Apresentação


Um olhar sobre a cidade

Vir a Brasília é sempre uma renovação, é visitar um Brasil sonhado.

Aqui, neste território enigmático, em minha tenra juventude tive as minhas primeiras experiências com poesia vendida nos bares e entendi que meu destino pertencia ao universo da cultura.

Vir a Brasília para mim é um desafio e uma ação reveladora; sempre tenho a sensação que estou em um museu a céu aberto: museu de monumentos e de pessoas...e que céu lindo tem esta cidade!

Sabendo que debaixo dos céus mora as contradições e a capital federal não ficaria imune as mesmas diferenças que contrariam o mundo, machucam e dividem os homens que habitam quadras e inúmeros satélites com seus moradores tão distintos e diversificados fazendo deste lugar uma beleza rara e tão cara para seus habitantes: são arvores tortas na cultura do cerrado.

Vir a Brasília mais uma vez difundir a estética da enxada nos traçados de Niemayer é algo simbólico e altamente gratificante, sem falar da importância de estar dentro de um projeto/ festival que reúne a diversidade de expressões da estética negra.  "Brasília está desperta, pulsa, palpita, lateja" com a realização do Cara e Cultura Negra e com isto a sociedade ganha um espaço de reflexão e se alia as idéias da diáspora africana espalhada pelas Américas fomentando o debate, o conhecimento e a produção cultural do Brasil contemporâneo que grita por igualdade e justiça social, nos abrem portas para o futuro e para o entendimento e amplia discussão de uma sociedade inclusiva e melhor.

Voltar a Brasília é engolir a cidade pelos os olhos e sorver as distorções pela retina vislumbrando vertigem e esperança’...


Babilak Bah –setembro de 2008

www.babilakbah.mus.br
www.myspace.com/babilakbah
www.youtube.com/babilakbah

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